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Os Dez Princípios do Comércio Justo

Comércio justo é algo bastante discutido hoje em dia (ainda bem!) e lendo o livro Moda com Propósito, do André Carvalhal, encontramos um capítulo destinado a isso, colocado de maneira bem didática. Aliás, dica de leitura real oficial, é mára de-mais! <3

Segundo colocado: “O comércio justo é um exemplo de união de valor econômico e social. Tem como meta aumentar a receita dos produtores, através do aumento do pagamento sobre a produção (em vez de tentar apertar ou reduzir os preços na negociação). Trata-se de uma redistribuição de valores, na qual, se a organização cresce, o fornecedor também cresce. ”

Essa definição nos leva a crer que o sistema “aperte seu fornecedor para ter mais lucro” está prestes a falir, na real acreditamos que já está falido. A solução está na igualdade, na transparência e na desaceleração. Em feiras como o Jardim Secreto, por exemplo, já sentimos uma grande demanda de público a procura dessa nova maneira de consumir.

Sim, o produto final não sai a preço de banana, pois toda a cadeia é devidamente remunerada. E nesse efeito dominó, você pode até não pagar tão barato, em contrapartida adquire uma peça com história, feita com qualidade e durabilidade inquestionável. Essa mesma durabilidade faz com que se consuma menos e consequentemente diminua o descarte têxtil. No fim das contas o nosso planeta agradece.

De acordo com a Organização Mundial do Comércio Justo, os dez princípios dessa prática são:

1- Criar oportunidades para produtores economicamente desfavorecidos

2- Transparência e responsabilidade

3 – Práticas de negociação

4 – Pagamento de um preço justo

5 – Assegurar que não haja trabalho infantil e trabalho forçado

6 – Compromisso com a não discriminação, a igualdade de gênero e a livre associação

7 – Assegurar boas condições de trabalho

8 – Capacitação

9 – Promoção do comércio justo

10 – Respeito ao meio ambiente

Vale refletir, pesquisar, entrar no site da Organização e principalmente se questionar a respeito de como nossas roupas são produzidas. Bora levantar essa bandeira, onde a consciência é maior que o consumo.

 

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