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8 de março e todos os outros dias do ano.

No ano passado fizemos um pequeno post falando um pouco sobre os desafios que enfrentamos na Jouer Couture por ser uma marca feita por mulheres.

De lá para cá esses desafios continuam existindo: continuamos muitas vezes sendo subestimadas não levadas a sério por homens que temos a infelicidade de cruzar os caminhos.

Porém, nesse intervalo de um ano conhecemos tantas mulheres inspiradoras que também passam por essas situações bizarras e aprendemos tanto com elas.
Além disso, hoje temos mais oportunidades de conversar sobre todos esses assuntos que são realidades no nosso dia a dia e que muitas vezes guardávamos só pra gente.

Hoje é um dia de reflexão para nós.
Precisamos entender a origem dessa data além das propagandas na tevê.

E precisamos agir. Os números continuam mostrando uma realidade que mais parece um pesadelo.

A cada 11 minutos, uma mulher é estuprada no Brasil.
A cada 5 minutos uma mulher é agredida no Brasil .
Uma mulher é morta a cada 2 horas no Brasil.
Durante o carnaval no Rio de Janeiro, uma  mulher foi agredida a cada 3 minutos.
Homicídio de mulheres negras aumentou 54% em 10 anos.
89% das vítimas de estupro no Brasil são do sexo feminino. Do total, 70% são crianças e adolescentes. Em metade das ocorrências envolvendo crianças, há um histórico de estupros anteriores. 70% dos estupros são cometidos por parentes, namorados ou amigos/conhecidos da vítima.
91% dos homens dizem considerar que “bater em mulher é errado em qualquer situação” (FPA/SESC, 2010)
O parceiro (marido ou namorado) é o responsável por mais 80% dos casos de denúncia de agressão.
3 em cada 5 mulheres jovens já sofreram violência em relacionamentos.
Seis em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica.
94% conhecem a Lei Maria da Penha, mas apenas 13% sabem seu conteúdo. A maioria das pessoas (60%) pensa que, ao ser denunciado, o agressor vai preso.
52% acham que juízes e policiais desqualificam o problema.
O Brasil tem mais de 5.550 municípios e apenas:
497 delegacias especializadas de atendimento à mulher e 160 núcleos especializados dentro de distritos policiais comuns
235 centros de referência especializados (atenção social, psicológica e orientação jurídica)
72 casas abrigo
91 juizados/varas especializadas em violência doméstica
59 núcleos especializados da Defensoria Pública
9 núcleos especializados do Ministério Público.
Fontes (Secretaria de Políticas para as Mulheres e  Pesquisa Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher -DataSenado, 2015).

Hoje é dia de sair nas ruas, PARAR e continuar lutando pelo que é nosso de direito.
Uma das formas é se juntar à Greve Internacional de Mulheres. Estaremos lá e você?

Foto de Juliana Colinas para #soudessas da Sandálias Ipanema, Noix.Co e Obvious Agency

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