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Seacolors, um novo caminho para os corantes naturais.

Seacolors é um centro de pesquisa localizado nas Ilhas Canárias, montado pelo Banco Espanhol de Algas (BEA). Eles tem como principal objetivo diminuir o nível de poluição gerado pela indústria têxtil, que emprega grandes quantidades de água e produtos químicos no processo de tingimento.

Esse processo é altamente poluente, pela abundância de produtos químicos perigosos e por não serem renováveis ou sustentáveis. 20% da água poluída na indústria, que é despejada sem tratamento nos rios e lagos de países asiáticos, onde está concentrada a maior parte da produção têxtil mundial, são fruto dessa indústria de tingimento.

Embora a produção de corantes naturais seja biodegradável, acaba sendo mais complexa e limitante na quantidade de cores, além de implicar maior tempo e uso de recursos. Então, para criar uma terceira alternativa, esses pesquisadores estão apostando nas algas e bactérias, que também são uma fonte sustentável e renovável.

Os principais objetivos são:

– Seleção de algas com alta capacidade de tingimento e potencial para cultivo de biomassa;

– Melhoria do teor de corante da alga através da otimização de suas condições de crescimento;

– Otimização do processo de tingimento e minimização dos produtos químicos auxiliares empregados;

– Avaliação da solidez têxtil.

Para resolver a questão das cores, eles estão concentrados na mistura de vermelho, amarelo e azul, e a partir daí vão desenvolver outras cores na escala cromática.

E os resultados esperados são:

– Uma seleção de espécies de algas (25 estirpes diferentes de microalgas / cianobactérias e 10 espécies diferentes de macroalgas) com propriedades potencialmente elevados de tingimento;

– Procedimentos para otimizar o crescimento das algas, aumentando a sua produção de corantes e extrair os seus pigmentos naturais como alternativa ao tingimento têxtil sintético;

– Um novo processo de tingimento utilizando os novos produtos testados e validados a um nível semi-industrial;

– Legislar a diluição de 1/40 dos poluentes segmentados sem a necessidade de mais purificação;

– Menor custo final do processo devido a poupança criada a partir da redução dos custos de purificação de águas residuais (não obstante o maior custo de produzir o novo corante natural);

– Viabilidade de utilizar o novo processo de produção de corantes em outros setores, como alimentos, cosméticos e fertilizantes.

É maravilhoso saber que podemos estar bem próximos de uma solução para essa questão do tingimento. Termos a mão corantes biodegradáveis é um benefício e tanto, que inclui a diminuição das águas residuais e consequente redução da necessidade de purificação da água.

(Via Stylo Urbano)

 

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