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Jouer Entrevista #8 | SOMOS 55

Na edição de agosto do Jouer Entrevista, conversamos com os queridos Kadu Nakashima e Mauricio Makihara, da SOMOS 55, marca mára, que a gente super admira.

Pra quem não sabe, eles não usam nada de origem animal. Trabalham com o TYVEK (material impermeável, 100% reciclável), fazendo acessórios que, além de resistentes, tem um design impecável.

E tudo é tão bem pensado, que a marca realmente preza pelo teste de usabilidade dos produtos. Então, antes do lançamento oficial, rola esse momento pra entender como a peça funciona, gerando espaço para acertar os mínimos detalhes.

A SOMOS 55 valoriza o que faz sentido para todos, se inspirando através da economia criativa e solidária, do consumo consciente e do slow fashion.

Tem como dar ruim isso não, vem se inspirar com a gente!

JC: Como surgiu o desejo de se enveredar pelo caminho dos pequenos produtores?
S55: Ser pequeno não foi uma escolha na verdade. Foi uma necessidade de testar uma ideia de forma rápida e acessível sem deixar de lado a verdade do projeto. E felizmente deu certo. Além disso, a importância que a SOMOS 55 dá à cultura local trabalhando com fornecedores da região e evitando matéria prima estrangeira vem dos valores dos sócios-fundadores. Então no fim, temos o crescimento natural da SOMOS 55 da forma que acreditamos. É um baita reconhecimento nosso como fundadores e orgulho ao ponto de compartilharmos esses pontos com as demais pessoas.

 

JC: Sabemos que a SOMOS 55 tem a colaboração como uma característica latente. Esse pilar está presente desde o início da marca ou foi se moldando com o tempo?
S55: A SOMOS 55 nasceu colaborativa. É um dos nossos valores que está contido no nosso próprio nome. SOMOS representa o crescimento colaborativo. Então, a gente tende a juntar forças de forma original com parceiros para atingirmos um objetivo único.

Agora, é claro que tivemos muitos aprendizados sobre colaboração. Aplicando isso no operacional, a nossa segunda coleção das carteiras Nobolso foi 100% colaborativa com outros designers e artistas. Foram 6 estampas e 4 criativos que nos deram muito orgulho e aprendizados. Entre eles, a gente ser um meio de divulgação da criatividade brasileira com a nossa comunicação. Nessa coleção collab, fizemos profile videos com eles que fizeram um barulho agradável para a galera.

Outro aprendizado legal foi a collab com a Storvo na coleção Hentai em 2015 que nunca tinha feito carrying accessories e a gente nunca tinha feito um lançamento com peças de vestuário. Foi um ótimo aprendizado de entendimento sobre conceito de moda e impactos que uma marca de streetwear gera no comportamento das pessoas.

 

JC: O TYVEK é o material chefe da marca desde o início. Como vocês chegaram até ele e como funciona o processo de teste dos produtos antes de serem lançados?
S55: A gente gosta sempre de dizer que o Tyvek cruzou os nossos caminhos. O Mau e eu trabalhávamos juntos numa agência e tínhamos um ótimo relacionamento com a galera de produção gráfica. Foi através da amizade no meio profissional como CLT (hahaha) que a gente identificou a oportunidade de montar um negócio bacana alinhando o que a gente acredita com o que a gente sabe fazer.

A partir dessa descoberta, a gente foca constantemente no conhecimento sobre o Tyvek. São 4 anos de estudo junto aos nossos parceiros sobre técnicas de impressão, acabamento e costura. Esse cuidado se espelha nos nossos produtos. Todos eles resolvem algum problema de usabilidade, funcionalidade ou estética que identificamos através dos consumidores. Hoje, testamos os protótipos de forma muito fechada ainda perto do ideal que enxergamos: envolver a galera também nos testes de produtos.

 

JC: Como vocês enxergam a importância da Economia Solidária nos pequenos empreendimentos?
S55: Tem que fazer sentido para os fundadores. Ao nosso ver, essa questão é relativamente bem sensível, porque está diretamente conectada aos valores da marca e de seus colaboradores. Temos um receio do conceito Economia Solidária se tornar mais um rótulo “marketeável” para ser usado como mais uma forma de gerar mais negócios.

Achamos que na era que pessoas se rotulam para expressarem seus estilos de vida com mais orgulho e que há muitas empresas se baseando em esteriótipos para vender mais, zelar pela conscientização e pelo significado real desse conceito propositivo é nossa responsabilidade. Pra nós, faz muito sentido celebrarmos esse conceito. Para outros pequenos, acredito que ser justo com seus valores e crença pode ser um caminho sábio para tomar decisões sinceras, que façam sentido.

 

JC: Se pudessem dar uma dica pra quem está iniciando a trajetória de uma marca agora, qual seria?
S55: Fazer e acreditar. É difícil acertar. Antes disso, vêm diversas coisas que exigem desde sair da teoria e caprichar na execução para aprender rapidamente até não se apegar às perdas e entender timing. O que queremos dizer de forma mais prática agora é há uma distância enorme entre uma ideia ser boa ou ruim. A execução é quem decide tudo praticamente e pra isso é preciso começar. Sem testar, você não tenta. E você testa, tentando.

Encontre a SOMOS 55:

www.somos55.com.br

@somos55

www.facebook.com/somos55

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